Fundamentos do bioprocesso

Bradyrhizobium japonicum é o organismo da Community. Na soja, a espécie entra na fixação biológica de nitrogênio. Na tela, entra como crescimento aeróbio em substrato carbonado.

Estado da versão 1.1.1

Os valores desta página foram conferidos com o motor dentro do pacote Community 1.1.1, gerado e publicado em 13/10/2026. Os arquivos e hashes estão na página de download.

Modelo histórico da versão 1.0.0

A versão 1.0.0 integrava uma batelada em tanque agitado com Monod e balanço de oxigênio. A Community 1.1.1 incorpora também fatores configurados de oxigênio, temperatura, pH e lag; seu modelo e parâmetros atuais estão na seção seguinte.

μ = μmax · S / (Ks + S)

dX/dt = μ · X

dS/dt = −μ · X / Yxs

dCL/dt = kLa · (CL* − CL) − qO2 · 1000 · X

Estas equações são referências históricas da versão 1.0.0. São modelos de balanço e cinética, não validação de uma cultura industrial.

Parâmetros históricos 1.0.0

ParâmetroValorUnidadeReferência/base
μmax0,10h⁻¹Parâmetro demonstrativo fixado na release 1.0.0 [R5]; a forma de Monod é descrita em [R1, R2]. Não é estimativa experimental de uma cepa.
Ks0,25g/LParâmetro demonstrativo da release 1.0.0 [R5]; a interpretação da constante de meia saturação segue [R1, R2].
Yx/s0,42gX/gSRendimento imposto pelo balanço do simulador [R5]; métodos e dependência do meio são discutidos em [R2, R3].
qO₂0,12gO₂/(gX·h)Consumo específico fixo no simulador [R5], não medido pelo programa; o balanço de oxigênio é apresentado em [R2, R3].
CL*7,8mg/LSaturação de referência da carga de exemplo na release 1.0.0 [R5]; varia com condições físicas e meio.
kLa0,026 · (P/V)0,4 · us0,5s⁻¹; P/V em W/m³, us em m/sCorrelação empírica para sistema coalescente de van’t Riet [R4], aplicada pelo simulador [R5].
Carga de referência100 L nominal; 75% útil; 1 vvm; 400 rpm; 28 °C; pH 6,75; X₀ 0,20; S₀ 20L; %; vvm; rpm; °C; pH; g/L; g/LCondições de demonstração da release 1.0.0 [R5], não protocolo de cultivo recomendado.

A literatura de engenharia [R2, R3] fundamenta as equações e as definições. Ela não é a fonte experimental dos valores μmax, Ks, Yx/s e qO₂ escolhidos para esta simulação. Resultados de crescimento de Bradyrhizobium japonicum dependem de cepa, meio e condições; ver [R6–R8].

Modelo e parâmetros do pacote 1.1.1

A versão acrescenta fatores de limitação por oxigênio, temperatura e pH, uma fase lag e decaimento celular. A cinética do perfil de B. japonicum fica:

μ = μmax · S/(Ks + S) · DO/(KO + DO) · fT(T) · fPH(pH)1,25 · [1 − exp(−t/8 h)]

dX/dt = μ · X − kd · X;   dS/dt = −μ · X / Yx/s

qO₂ = μ / Yx/o + mo;   OUR = qO₂ · X

Parâmetro/configuraçãoValor do perfil 1.1.1UnidadeOrigem e limite
μmax; Ks; Yx/s0,05; 0,25; 0,42h⁻¹; g/L; gX/gSValores fixos do perfil, mantidos desde 1.1.0 [R11]; as formas de Monod e do balanço seguem [R1–R3]. Não são medições de uma cepa.
KO0,15mg O₂/LConstante demonstrativa de limitação por oxigênio do perfil [R11]; estrutura de saturação discutida em [R2, R3].
Yx/o; mo1,1; 0,007gX/gO₂; gO₂/(gX·h)Parâmetros de manutenção/respiração configurados no perfil [R11]; a relação de Pirt é [R9].
Temperatura mínima; ótima; máxima10; 28; 37°CPontos cardinais da função do perfil [R11]; forma cardinal fundamentada em [R10].
pH mínimo; ótimo; máximo; expoente4,5; 6,8; 9,0; 1,25adimensionalPontos e expoente configurados no perfil [R11]; modelo cardinal de referência [R10].
Lag; decaimento kd8; 0,003h; h⁻¹Parâmetros didáticos do perfil [R11], não ajustados a dados experimentais publicados.
Conversão configurada para UFC2,0 × 10⁹UFC/mL por g/L de X viávelFator de conversão do perfil [R11]. É uma estimativa do software, não uma contagem de células viáveis.
Carga inicial do perfilX₀ = 0,03; S₀ = 10g/L; g/LSetpoints demonstrativos do perfil [R11]; tanque de 100 L, 75 L úteis, 1 vvm, 400 rpm, 28 °C e pH 6,8.
Transferência de oxigêniokLa = 131,0455h⁻¹Resultado do pacote 1.1.1 para a geometria e setpoints padrão; correlação de van’t Riet [R4], com P/V calculado sobre o volume líquido e potência aerada reduzida por 0,5.

Os fatores de temperatura e pH são funções cardinais do software; o fator de pH é elevado ao expoente 1,25. A biomassa formada consome substrato pelo rendimento Yx/s e, em seguida, o decaimento é aplicado. O painel e o CSV distinguem X viável de X total; o último inclui a biomassa acumulada que decaiu, dividida pelo volume líquido. A batelada pode encerrar por substrato, pico de OD, estagnação ou tempo máximo; os nomes e limites estão no manual técnico. Nenhum desses parâmetros deve ser tratado como recomendação de cultivo nem como validação experimental.

Na carga de referência, o pacote 1.1.1 termina em 122,55 h (5,11 dias), com X viável = 3,913056 g/L, X total = 4,229586 g/L e conversão configurada ≈ 7,826 × 109 UFC/mL. O fator não substitui ensaio de viabilidade, calibração por cepa ou validação de processo.

A carga de referência

Os números deste parágrafo descrevem especificamente a versão histórica 1.0.0: tanque de 100 L, fração útil de 75%, aeração 1 vvm, agitação 400 rpm, pH 6,75 e partida com 0,20 g/L de biomassa e 20 g/L de substrato.

Na versão histórica 1.0.0, por volta de 40 h o substrato se esgota e a biomassa permanece em 8,6 g/L. pH e temperatura não alteram μ e a hipóxia não reescala o crescimento. O pacote 1.1.1 usa outra carga, outra cinética e outros resultados; veja a seção acima.

Em ambas, o kLa é uma estimativa do simulador, não uma medida de planta.

Escala de tempo: curva didática e produção real

Curva da Community 1.0.0 chega a 8,6 gramas por litro em cerca de 40 horas; ao lado, a janela de 5 a 7 dias relatada para produção de bioinoculantes.
Comparação de escala, não sobreposição de dados experimentais equivalentes. A faixa temporal contextualiza as leituras publicadas até 7 dias [R8] e a duração de produção de bioinoculantes discutida em [R6]; não é uma série temporal digitalizada do mesmo meio, cepa ou tanque.

A curva histórica 1.0.0 termina em aproximadamente 40 h. Processos publicados de produção de bioinoculantes podem operar por 5 a 7 dias; o pacote 1.1.1 termina em 122,55 h (5,11 dias). Essa proximidade de duração não valida o modelo: os processos reais usam outros meios, cepas, escalas e critérios de colheita. A curva calculada está no exemplo de batelada.

Na 1.1.1, X viável = 3,913056 g/L multiplicado pelo fator configurado (2,0 × 109 UFC/mL por g/L) resulta em ≈ 7,826 × 109 UFC/mL estimadas. É uma conversão do software; nenhuma versão mede UFC nem substitui contagem de viáveis.

Conformidade técnica

O BioReator 4.0 é ferramenta pedagógica e preditiva. A série da tela não é laudo microbiológico, não é garantia comercial de rendimento e não substitui contagem de viáveis, controle de contaminação nem a identidade da cepa.

A 1.1.1 usa parâmetros demonstrativos e não tem validação experimental publicada; não modela contaminação nem mede viabilidade em laboratório. Como nos demais modelos, a cinética configurada não deve ser tratada como protocolo de cultivo.

Qualquer referência a uma versão paga descreve um plano para 2027, não uma função disponível nesta release.

Ver o exemplo publicado · Manual técnico do tanque · Material para professores

Bibliografia

  1. Monod, J. (1949). The growth of bacterial cultures. Annual Review of Microbiology, 3, 371–394. doi:10.1146/annurev.mi.03.100149.002103.
  2. Shuler, M. L., Kargi, F., & DeLisa, M. P. (2017). Bioprocess Engineering: Basic Concepts (3rd ed.). Pearson.
  3. Doran, P. M. (2013). Bioprocess Engineering Principles (2nd ed.). Academic Press, Elsevier.
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  5. Cara Core Informática (2026). BioReator 4.0 Community, versão 1.0.0. Parâmetros didáticos e condições da carga de referência. Release bioreator-1.0.0.
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  9. Pirt, S. J. (1965). The maintenance energy of bacteria in growing cultures. Proceedings of the Royal Society of London. Series B, Biological Sciences, 163(991), 224–231. doi:10.1098/rspb.1965.0069.
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  11. Cara Core Informática (2026). BioReator 4.0 Community 1.1.0. Perfil e setpoints demonstrativos, não validação experimental. Release bioreator-1.1.0; DOI Zenodo ainda não atribuído.